Seria o brasileiro realmente esquecido assim como frequentemente é acusado nas mídias?
Já perdi a conta de quantas vezes escutei em rádio e televisão esta acusação: "brasileiro é tudo esquecido".
Sempre que fazem essa afirmação dizem que nosso povo não valoriza sua cultura, esquece facilmente grandes ídolos de toda espécie de arte ou esporte: atletismo, música, pintura, etc.
A última vez que ouvi essa típica frase foi no Programa do Faustão, palavra saída da boca do apresentador.
Bom, vamos refletir...
Comecemos por considerar verdadeira essa afirmação:
- Brasileiro é tudo esquecido.
Mas... a frase se mostra mentirosa quando vemos que consta vivo na memória do povo ídolos como Roberto Carlos, Pelé, Airton Sena, Mamonas Assassinas, etc.
Vamos mais adiante nesse raciocínio? Acompanhem-me:
Além desses aclamados ídolos brasileiros que residem na memória e cultura de nosso povo, ainda são celebrados outros ídolos internacionais: Michael Jackson, Beatles, etc.
Bom! já demonstrada ser mentirosa a frase, agora vamos partir para um outro raciocínio que conclui que ela é ABUSIVA!
Explicarei porque considero abusiva. Todos esses artistas (ainda só restringi a citar os cantores) só são lembrados porque existe um esforço da mídia em mantê-los vivos na memória do povo, se existe alguém a quem se possa culpar do esquecimento, esse alguém é o nosso meio de comunicação.
Peguem como exemplo Mamonas Assassinas, eles ainda vivem na memória das pessoas e a explicação para isso é clara, a cada aniversário de morte dos integrantes dessa banda somos lembrados pelos programas televisivos, e por seus jornais em horário nobre, logo eles se mantêm vivos na memória das pessoas.
Considero abusiva essa acusação midiática porque se são eles os culpados por desídia que seja, não podem levantar o dedo apontando para toda a população dizendo ser ela irresponsável para manter uma cultura forte.
Vejam esses cantores internacionais que citei, há em relação a esses cantores uma forte influência da mídia, até a mídia do próprio Brasil que se esforça para lembrar-nos desses cantores.
A pergunta final que deixo lançada é a seguinte:
É apenas falta de perícia de nossa mídia ou má-fé mesmo?
Não valorizar a nossa cultura é pisar nossos valores de cidadãos brasileiros. Temos no Brasil uma riqueza cultural que não é apreciada pela mídia, esses programas de reality de cantores (em especial o superstars) vem mostrando quanto talento está desprezado no nosso país, mas esse tipo de programa só explora o talento desses artistas (apesar de ganharem com a exposição) e não fornece um espaço para angariarem fãs para manter seus trabalhos.
Pessoas que comandam meios de comunicação têm que ter uma certa responsabilidade, principalmente no que tange a cultura e educação, porque o poder desses meios é evidente, e eles não podem fazer e desfazer conforme seu gosto, acho errado celebrarem contrato de exclusividade com artistas: coisa que a Globo costuma fazer. Um artista integra a cultura de um país, e uma rede televisiva ter exclusividade sobre seus serviços é tornar refém toda a população que tem que esperar pela boa vontade dessa mídia apresentar o artista.
Toda arte requer liberdade.
domingo, 31 de julho de 2016
sábado, 13 de fevereiro de 2016
A Natureza é a Condição de Existência do Homem, Cuidemos dela
O raciocínio e a conclusão aqui desenvolvidos têm como causas a observação da natureza, a compreensão de o que era a phýsis para os estóicos e o desenvolvimento econômico não sustentável.
Ao ler um artigo acadêmico comentando acerca da noção de phýsis para os estóicos*, nele se percebe a compreensão integrativa de natureza-homem, ambos estando em comunhão, e o homem sendo considerado um ser capaz de compreender os processos que se dão na natureza em seu fluxo, torna-os inteligíveis pelo exercício da razão (o que se dá o nome de logos), pela qual se poderia perceber a beleza e a complexidade do mundo, onde a harmonia organiza o caos em cosmo.
Quanto à segunda das causas que levaram a escrever este artigo, o desenvolvimento econômico não sustentável, em razão do tema ser extenso (não tendo como esgotá-lo), tratar-se-á dele estritamente com foco no interesse deste artigo. Tal desenvolvimento com foco exclusivamente em razões econômicas, muitas vezes põe o homem na contramão do processo de autosustentabilidade da natureza, fazendo, assim, que a harmonia dela seja desestruturada ao quebrar ou violar qualquer dos elos que ela constitui.
Evidente que as leis da economia atribuem maior valor ao bem proporcionalmente à medida da gradação de sua escassez, fundamento que torna mais rentável (e mais atrativa) a exploração potencialmente extintiva, ao invés de coibir semelhante prática.
Outro fator não menos importante, o qual se enfatiza para as considerações deste artigo, se deve ao avanço das cidades e por consequência o aumento com relação à demanda de alimentos. A produção de alimentos relegada aos cuidados exclusivos dos fornecedores industriais faz com que estes, na avidez de lucrar, não levem em consideração os impactos ambientais de seus atos cujo fim imediato é apenas aumentar a produção. Ao usar agrotóxicos, se despreza os danos colaterais que são causados - porém, tratarei apenas de um dos reflexos perniciosos, o mal causado às abelhas.
As abelhas, insetos tais como os outros que o agrotóxico combate, são também atacadas, indistintamente. Atualmente a população de abelhas no mundo tem sido reduzida a nível preocupante, o uso de agrotóxicos é um dos fatores associados a este desaparecimento (pesquisas dizem que causa danos a orientação desses insetos). Importante destacar o mal que resulta ao se aniquilar esta espécie, seria lastimável e nocivo, pois a função que ela desempenha na natureza (polinização), não há outra espécie que a desempenhe com tamanha funcionalidade (existem espécies que são polinizadas exclusivamente por abelhas).
A função das abelhas é essencial para alguns(as) frutos/flores e para outros(as), mesmo não lhes sendo essencial agrega-lhes benefícios. Um exemplo de frutos que só se desenvolvem com a polinização das abelhas é: maça, morango e maracuja. Com relação aos que se beneficiam com sua polinização, são alguns deles: caju, algodão, canola e soja.
A extinção das abelhas causaria também outros reflexos, tão malfazejos quanto os já expostos: a diminuição/extinção dos alimentos e o consequente aumento de custo, já que os produtores teriam que recorrer à polinização artificial. Ainda somando a isso que, com a redução/extinção de certos alimento, o impacto atingiria os animais que se alimentam dos frutos cuja produção depende da polinização.
Enfim, feitas as considerações expostas acima, a conclusão a que se chega é que o homem precisa repensar seu agir no mundo. Vivemos em um planeta que nos garante toda a condição de vida e nos proporciona bens renováveis que podemos usufruir, basta que mantenhamos o ciclo e isso está na altura de nossas ações. O que acontece, e que ainda não tomamos ciência, apesar da obviedade que se demonstram a cada momento e em todas as coisas, é que evoluímos (involuímos) em um ritmo contra a lógica de produção da natureza, ao fazermos isso vários elos de coesão são rompidos (no exemplo das abelhas o elo que ela desempenha na natureza está inteiramente ligado com uma cadeia de relações, conforme demonstrado). E sabe-se lá até quando toda a estrutura se manterá nessa ânsia por querer avançar e tudo o que se encontra pela frente é encarado como obstáculo (muitos desses obstáculos sustentam uma estrutura lógica) e eliminado sem qualquer reflexão.
Há, porém, uma proposta de se evoluir respeitando esses ciclos naturais, o que se conveio à ciência chamar de desenvolvimento sustentável, trata-se de respeitar o ciclo natural e trabalhar na produção de bens em consonância com o ritmo em que a natureza é capaz de suportar e ainda se esforçando em contribuir para uma melhoria dessa condição (enfocando na situação desenvolvida: lançar mão dos agrotóxicos ou usar aqueles que não sejam nocivos a essa espécie, plantação de culturas cultivadas pelas abelhas, tais como jardins, etc). Somos seres racionais e estamos num mundo que é o único onde há condições de vida, então devemos agir como gestores desse meio ambiente, pois é a nossa casa, a única (até onde se sabe).
Leitura e Vídeo complementares (dão fundamentação ao artigo e o inspiraram):
*Artigo: A Phýsis para os Estóicos, autor Andityas Soares de Moura Costa Matos, CLIQUE AQUI.
Vídeo: Abelhas são essenciais para a produção de frutos, CLIQUE AQUI.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
O Espírito do Blog
Vamos começar explicando a razão de ser deste blog: sua criação se deu para expor algumas ideias que passam sobre as coisas em geral, uma forma de pensar a vida e dar impressões pessoais a respeito destas impressões, abrir para comentários (eventualmente, e nesse caso tornando-se as impressões públicas), afinal internet é para isso, ou pelo menos deveria ser.
Nenhuma expectativa tão grande, porém sempre um bom debate é legal, não devemos concordar com tudo, as impressões contrárias são sempre construtivas, até porque nada se constrói de novo se não se ouve opiniões contrárias, muitas vezes essas opiniões são fundamentais para formar uma boa estrutura (mais sólida). De qualquer maneira, que a força de um argumento consistente sempre seja a que se estabeleça, pois sem a razão a condição humana nada é e se avizinha aos demais seres, façamos, desse modo, que usemos dessa razão. Porém, as concessões também são fundamentais, sem diplomacia as discussões são infrutíferas (falar/escrever e ouvir/ler, devem ser exercidos com temperança), portanto, é fundamental, tanto quanto a boa crítica, saber reconhecer e respeitar as opiniões, ainda mais quando a plausibilidade na opinião está estampada.
O nascimento e desenvolvimento de uma sociedade mais justa, só se gera e se sustenta, respectivamente, com a colaboração de cada um, desfazendo-se todos da rivalidade infante e vaidosa, e tornando-se concidadãos num mesmo sentimento de bem e felicidade geral. É esse, pois, o espírito do blog.
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